Será tempo o bastante que tenho para resistir? a luta de uma mulher negra para existir na academia
DOI:
https://doi.org/10.22169/cadjud.v9n1.4020Resumo
O estudo investiga como a academia, particularmente no campo jurídico, se torna um espaço de violência para mulheres negras, analisando as dinâmicas de poder que perpetuam a opressão e a marginalização de seus corpos e saberes. A partir da metodologia da Escrevivência, busca-se explorar a experiência vivida dessa realidade, refletindo sobre como a academia deslegitima os saberes de grupos subalternizados. O trabalho foca no conceito de epistemicídio, compreendendo como ele se manifesta na marginalização do conhecimento de mulheres negras no ambiente acadêmico. Analisa as violências cognitivas no contexto da formação jurídica, destacando como as dinâmicas de poder dentro da academia reforçam tais práticas. Conclui-se que a formação jurídica, estruturada no eurocentrismo e na tradição acadêmica dominante, perpetua uma educação elitista e segregacional, desconsiderando os saberes e as perspectivas dos grupos subalternizados e desqualificando-os como sujeitos.
Palavras-chave: epistemicídio; mulheres negras; campo jurídico; escrevivência.
Abstract
This study investigates how academia, particularly within the legal field, becomes a space of violence for Black women by analyzing the power dynamics that perpetuate the oppression and marginalization of their bodies and knowledge. Drawing on the methodology of Escrevivência (life-writing rooted in lived experience), the study explores the lived experience of this reality, reflecting on how academia delegitimizes the knowledge produced by subalternized groups. The paper focuses on the concept of epistemicide, examining how it manifests in the marginalization of Black women's knowledge within the academic environment. It analyzes cognitive forms of violence in the context of legal education, highlighting how power dynamics within academia reinforce such practices. The study concludes that legal education, structured around Eurocentrism and the dominant academic tradition, perpetuates an elitist and segregationist educational model that disregards the knowledge and perspectives of subalternized groups and disqualifies them as subjects of knowledge.
Keywords: epistemicide; Black women; legal field; Escrevivência.
Resumen
El estudio investiga cómo la academia, particularmente en el ámbito jurídico, se convierte en un espacio de violencia para las mujeres negras, analizando las dinámicas de poder que perpetúan la opresión y la marginación de sus cuerpos y sabres. A partir de la metodología de la Escrevivência, se busca explorar la experiencia vivida de esta realidad, reflexionando sobre cómo la academia deslegitima los saberes de grupos subalternizados. El trabajo se centra en el concepto de epistemicídio, comprendiendo cómo este se manifiesta en la marginación del conocimiento de las mujeres negras en el ámbito académico. Analiza las violencias cognitivas en el contexto de la formación jurídica, destacando cómo las dinámicas de poder dentro de la academia refuerzan tales prácticas. Se concluye que la formación jurídica, estructurada en el eurocentrismo y en la tradición académica dominante, perpetúa una educación elitista y segregacionista, desconsiderando los sabres y las perspectivas de los grupo subalternizados y descalificándolos como sujetos.
Palabras clave: epistemicídio; mujeres negras; ámbito jurídico; escrevivência.
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