A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA AS MULHERES E O ESTIGMA SOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.22169/cadernointer.v14n54.3784Resumo
O presente artigo analisa a estigmatização social sofrida por mulheres vítimas de violência doméstica sob a ótica da teoria do estigma de Erving Goffman (1963), utilizando também os conceitos das teorias de gênero. Por meio de uma pesquisa estritamente bibliográfica, o estudo investiga como fatores estruturais perpetuam a violência contra a mulher e como a busca por auxílio — seja pela denúncia ou pela solicitação de medidas protetivas de urgência — paradoxalmente expõe essas mulheres a um novo ciclo de sofrimento. Argumenta-se que, na fase pós-violência, as vítimas enfrentam um estigma velado imposto pela sociedade, que se manifesta em preconceito, culpa e vergonha. Esse fenômeno dificulta a reintegração social e profissional, a reconstrução da autonomia e da rotina familiar, por exemplo. Conclui-se que as mulheres que rompem o ciclo de violência doméstica são frequentemente enquadradas no conceito de estigma social, enfrentando os “olhares de preconceito” de uma sociedade patriarcal e machista, o que agrava suas vulnerabilidades e o trauma vivenciado.
Palavras-chave: violência doméstica; gênero; estigmatização; preconceito.
Abstract
This article analyzes the social stigmatization experienced by women who are victims of domestic violence through the lens of Erving Goffman’s stigma theory (1963), also drawing on concepts from gender theories. Through strictly bibliographic research, the study investigates how structural factors perpetuate violence against women and how seeking help—whether through reporting the abuse or requesting urgent protective measures - paradoxically exposes these women to a new cycle of suffering. The argument is that, in the post-violence phase, victims face a veiled stigma imposed by society, manifested through prejudice, blame, and shame. This phenomenon hinders their social and professional reintegration and the reconstruction of autonomy and family routines, among other aspects. The study concludes that women who break the cycle of domestic violence are often framed within the concept of social stigma, facing the “prejudiced gazes” of a patriarchal and sexist society, which further exacerbates their vulnerabilities and the trauma they have experienced.
Keywords: domestic violence; gender; stigmatization; prejudice.
Resumen
El presente artículo analiza la estigmatización social sufrida por mujeres víctimas de violencia doméstica desde la perspectiva de la teoría del estigma de Erving Goffman (1963), utilizando también conceptos de las teorías de género. A través de una investigación estrictamente bibliográfica, el estudio examina cómo factores estructurales perpetúan la violencia contra la mujer y cómo la búsqueda de ayuda —ya sea mediante la denuncia o la solicitud de medidas de protección urgentes— expone paradójicamente a estas mujeres a un nuevo ciclo de sufrimiento. Se argumenta que, en la fase posterior a la violencia, las víctimas enfrentan un estigma velado impuesto por la sociedad, que se manifiesta en prejuicios, culpa y vergüenza. Este fenómeno dificulta la reintegración social y profesional, así como la reconstrucción de la autonomía y de la rutina familiar, entre otros aspectos. Se concluye que las mujeres que rompen el ciclo de la violencia doméstica suelen encuadrarse dentro del concepto de estigma social, enfrentando las “miradas prejuiciosas” de una sociedad patriarcal y machista, lo que agrava sus vulnerabilidades y el trauma vivido.
Palabras clave: violencia doméstica; género; estigmatización; prejuicio.
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