LENDO E ESCREVENDO EMOÇÕES: UMA PROPOSTA DE OFICINA LITERÁRIA IMAGINATIVA PARA O ENSINO MÉDIO
DOI:
https://doi.org/10.22169/cadernointer.v14n54.3758Resumo
Este artigo apresenta uma proposta de Oficina Literária Imaginativa voltada para o ensino médio, tendo como referência a obra Querido coração: Cartas de um poeta para emoções doloridas (Salomão, 2022). A oficina busca articular leitura, escrita e reflexão crítica, convidando os alunos a dialogarem com suas próprias emoções, memórias e experiências cotidianas, enquanto confrontam narrativas literárias tradicionais e estruturas de poder historicamente construídas. Com base em uma perspectiva decolonial, a prática visa promover o desenvolvimento da inteligência emocional, da empatia e da consciência social, estimulando os estudantes a reconhecerem suas próprias vozes e a importância da expressão literária como instrumento de reflexão e transformação. Ao integrar teoria e prática, a oficina demonstra como a literatura pode ser uma ponte entre o pessoal e o coletivo, contribuindo para a formação de leitores e escritores críticos, criativos e engajados, capazes de compreender e questionar a herança colonial presente em diferentes esferas da vida. Este trabalho se apoia nas teorias de Walsh (2013), Castro-Gómez (2007), Baltar (2020), Candido (2011), Cosson (2009) e Goleman (2011), entre outros, articulando práticas literárias e decoloniais como instrumentos de reflexão crítica, autoconhecimento e transformação social, em prol da construção do imaginário desse sujeito leitor, escritor e cidadão.
Palavras-chave: ensino de literatura; práticas decoloniais; formação do leitor/escritor literário; construção do imaginário.
Abstract
This article presents a proposal for an Imaginative Literary Workshop designed for high school students, taking as its reference the work Querido coração: Cartas de um poeta para emoções doloridas (Salomão, 2022). The workshop seeks to integrate reading, writing, and critical reflection, inviting students to engage with their own emotions, memories, and everyday experiences while confronting traditional literary narratives and historically constructed power structures. Grounded in a decolonial perspective, the practice aims to promote the development of emotional intelligence, empathy, and social awareness, encouraging students to recognize their own voices and the importance of literary expression as a tool for reflection and transformation. By integrating theory and practice, the workshop demonstrates how literature can serve as a bridge between the personal and the collective, contributing to the formation of critical, creative, and engaged readers and writers who can understand and question the colonial legacy present in various spheres of life. This work is supported by the theories of Walsh (2013), Castro-Gómez (2007), Baltar (2020), Candido (2011), Cosson (2009), and Goleman (2011), among others, articulating literary and decolonial practices as instruments of critical reflection, self‑knowledge, and social transformation in the construction of the imagination of this reader, writer, and citizen.
Keywords: literature teaching; decolonial practices; formation of the literary reader/writer; construction of the imaginary.
Resumen
Este artículo presenta una propuesta de Taller Literario Imaginativo dirigido a la educación secundaria, tomando como referencia la obra Querido corazón: Cartas de un poeta para emociones doloridas (Salomão, 2022). El taller busca articular lectura, escritura y reflexión crítica, invitando a los estudiantes a dialogar con sus propias emociones, memorias y experiencias cotidianas, al mismo tempo que confrontan narrativas literarias tradicionales y estructuras de poder construidas históricamente. Desde una perspectiva decolonial, la propuesta pretende promover el desarrollo de la inteligencia emocional, la empatía y la conciencia social, estimulando a los estudiantes a reconocer sus propias voces y la importancia de la expresión literaria como instrumento de reflexión y transformación. Al integrar teoría y práctica, el taller demuestra cómo la literatura puede ser un puente entre lo personal y lo colectivo, contribuyendo a la formación de lectores y escritores críticos, creativos y comprometidos, capaces de comprender y cuestionar la herencia colonial presente en diferentes esferas de la vida. Este trabajo se apoya en las teorías de Walsh (2013), Castro-Gómez (2007), Baltar (2020), Candido (2011), Cosson (2009) y Goleman (2011), entre otros, articulando prácticas literarias y decoloniales como instrumentos de reflexión crítica, autoconocimiento y transformación social, en favor de la construcción del imaginario de este sujeto lector, escritor y ciudadano.
Palabras clave: enseñanza de la literatura; prácticas decoloniales; formación del lector/escritor literario; construcción del imaginario.
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