CONSEQUÊNCIAS DAS QUEIMADAS NA REGIÃO AMAZÔNICA

Autores

  • Mayara Cristina Souza Centro Universitário Internacional (UNINTER)

DOI:

https://doi.org/10.22169/cadernointer.v15n56.4061

Resumo

Compreender a interação entre clima e dinâmica de uso da terra é uma preocupação fundamental para avaliar a vulnerabilidade da Amazônia às mudanças climáticas. Neste estudo, analisamos séries temporais mensais e anuais, obtidas de satélite de precipitação, incêndios e desmatamento para quantificar explicitamente os padrões sazonais e as relações entre essas três variáveis, com um foco particular na seca amazônica de 2005. Nossos resultados demonstram uma acentuada sazonalidade com um pico por ano para todas as variáveis analisadas, exceto o desmatamento. Para o ciclo anual, encontramos correlações acima de 90% com defasagem de tempo entre as variáveis. O desmatamento e as queimadas atingem os maiores valores no terceiro e no sexto mês, respectivamente, após o pico da estação chuvosa (r = 0,84, p = 0,004). Durante a seca de 2005, o número de pixels quentes aumentou 43% em relação ao valor esperado para uma área desmatada semelhante (aprox. 19 000 km²). Demonstramos que fatores antropogênicos, como mudanças no uso da terra, são decisivos para determinar a sazonalidade e os padrões anuais de ocorrência de incêndios. Além disso, as secas podem aumentar significativamente o número de incêndios na região, mesmo com a diminuição das taxas de desmatamento. Podemos esperar que o desmatamento em curso, atualmente baseado em procedimentos de corte e queima, e o uso de queimadas para manejo da terra na Amazônia irão intensificar o impacto das secas associadas à variabilidade climática natural ou mudança climática induzida pelo homem e, portanto, uma grande área da borda da floresta estará sob maior risco de incêndios.

Palavras-chave: incêndios; consequências; Amazônia; seca; desmatamento.

Abstract

Understanding the interaction between climate and land-use dynamics remains essential for assessing the Amazon’s vulnerability to climate change. This study analyzes monthly and annual time series derived from satellite-based precipitation, fire, and deforestation data to quantify seasonal patterns and the relationships among these three variables, with particular attention to the 2005 Amazon drought. The results reveal strong seasonality, with one annual peak for all analyzed variables except deforestation. In the annual cycle, correlations exceed 90%, with time lags between the variables. Deforestation and fire activity reach their highest values in the third and sixth months, respectively, after the peak of the rainy season (r = 0.84, p = 0.004). During the 2005 drought, the number of hot pixels increased by 43% compared with the expected value for a similar deforested area (approximately 19,000 km²). The findings show that anthropogenic factors, such as land-use change, play a decisive role in shaping seasonality and annual fire patterns. In addition, drought conditions can significantly increase fire occurrence in the region even when deforestation rates decline. Ongoing deforestation practices based on slash-and-burn methods, together with the use of fire for land management in the Amazon, are likely to intensify the impacts of droughts associated with natural climate variability and human-induced climate change. As a result, extensive areas along the forest frontier face a greater risk of wildfires.

Keywords: wildfires; consequences; Amazon; drought; deforestation.

Resumen

Comprender la interacción entre el clima y la dinámica del uso del suelo es una preocupación fundamental para evaluar la vulnerabilidad de la Amazonía ante el cambio climático. En este estudio, analizamos series temporales mensuales y anuales, obtenidas mediante satélites, de precipitaciones, incendios y deforestación para cuantificar explícitamente los patrones estacionales y las relaciones entre estas tres variables, con especial atención a la sequía amazónica de 2025. Nuestros resultados demuestran una marcada estacionalidad, con un pico anual para todas las variables analizadas, excepto la deforestación. Para el ciclo anual, encontramos correlaciones superiores al 90% con un desfase temporal entre las variables. La deforestación y los incendios alcanzan sus valores máximos en el tercer y sexto mes, respectivamente, después del pico de la estación lluviosa (r = 0,84; p = 0,004). Durante la sequía de 2005, el número de píxeles calientes aumentó un 43% con respecto el valor esperado para una superficie deforestada similar (aproximadamente 19.000 km²). Demostramos que los factores antropogénicos, como los cambios en el uso del suelo, son decisivos para determinar la estacionalidad y los patrones anuales de ocurrencia de incendios. Además, las sequías pueden aumentar significativamente el número de incendios en la región, incluso con la disminución de las tasas de deforestación. Cabe esperar que la deforestación en curso, actualmente basada e procedimientos de tala y quema, y el uso de quemas para el manejo del suelo en la Amazonía intensifiquen el impacto de las sequías asociadas a la variabilidad climática natural o al cambio climático inducido por el ser humanos. Por lo tanto, una extensa zona del borde del bosque estará expuesta a un mayor riesgo de incendios.

Palabras clave: incendios; consecuencias; Amazonía; sequía; deforestación.

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Biografia do Autor

Mayara Cristina Souza, Centro Universitário Internacional (UNINTER)

Licenciada em Ciências Biológicas no Centro Universitário Internacional - UNINTER.

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Publicado

2026-10-02