A EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA LIBERTADORA EM PAULO FREIRE
DOI:
https://doi.org/10.22169/cadernointer.v15n56.4081Resumo
Diante da hegemonia do pensamento neoliberal, que subordina a vida humana à lógica do mercado, este artigo resgata o pensamento de Paulo Freire para pensar a educação como prática de humanização. O objetivo é analisar os fundamentos da educação como prática libertadora no pensamento freireano, articulando três dimensões: a relação educacional como encontro entre seres humanos, a pedagogia do oprimido como caminho de conscientização e transformação social, e o amor como princípio ético-pedagógico do ato de educar. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e teórico-reflexiva, fundamentada na análise de obras centrais de Freire, em diálogo com comentadores como Arroyo, Ecco e Nogaro e Agostini. Os resultados evidenciam que, para Freire, ninguém educa ninguém nem se educa sozinho, pois os seres humanos se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo, pelo diálogo e pela práxis; que a pedagogia do oprimido exige a superação da contradição opressor-oprimido mediante a conscientização crítica; e que o amor freireano se aproxima do conceito de ágape, doação ao outro, fundamento da coragem pedagógica e da recusa a todo preconceito. Conclui-se que a educação libertadora proposta por Freire constitui uma prática relacional, dialógica e amorosa, que humaniza educador e educando, oferecendo um horizonte pedagógico atual para o enfrentamento das desigualdades e a construção de uma sociedade mais justa.
Palavras-chave: Paulo Freire; educação libertadora; conscientização; diálogo; amor pedagógico.
Abstract
n the face of the hegemony of neoliberal thought, which subordinates human life to market logic, this article revisits Paulo Freire's thought to conceive education as a practice of humanization. The objective is to analyze the foundations of education as a liberating practice in Freirean thought by articulating three dimensions: the educational relationship as an encounter between human beings; the pedagogy of the oppressed as a path toward critical consciousness and social transformation; and love as an ethical-pedagogical principle of education. This is a qualitative, bibliographic, and theoretical-reflective study based on the analysis of Freire's central works, in dialogue with commentators such as Arroyo, Ecco and Nogaro, and Agostini. The findings show that, for Freire, no one educates anyone, nor does anyone educate themselves alone; rather, human beings educate one another in communion, mediated by the world through dialogue and praxis. The findings further indicate that the pedagogy of the oppressed requires overcoming the oppressor-oppressed contradiction through critical consciousness and that Freirean love resembles agape, understood as self-giving to others and serving as the foundation of pedagogical courage and the rejection of prejudice. It is concluded that liberating education, as proposed by Freire, is a relational, dialogical, and loving practice that humanizes both educators and learners, offering a pedagogical horizon that remains relevant for confronting inequality and building a more just society.
Keywords: Paulo Freire; liberating education; critical consciousness; dialogue; pedagogical love.
Resumen
Ante la hegemonía del pensamiento neoliberal, que subordina la vida humana a la lógica del mercado, este artículo recupera el pensamiento de Paulo Freire para concebir la educación como práctica de humanización. El objetivo es analizar los fundamentos de la educación como práctica libertadora en el pensamiento freireano, articulando tres dimensiones: la relación educativa como encuentro entre seres humanos, la pedagogía del oprimido como camino de concienciación y transformación social, y el amor como principio ético-pedagógico del acto de educar. Se trata de una investigación bibliográfica, cualitativa y teórico-reflexiva, fundamentada en el análisis de obras centrales de Freire, en diálogo con comentaristas como Arroyo, Ecco, Nagaro y Agostini. Los resultados evidencian que, para Freire, nadie educa a nadie ni se educa solo, pues los seres humanos se educan en comunión, mediatizados por el mundo, por el diálogo y por la praxix; que la pedagogía del oprimido exige la superación de la contradicción opresor-oprimido mediante la concientización crítica; y que el amor freiano se aproxima ao concepto de ágape, entrega al otro, fundamento de la valentía pedagógica y del rachazo de todo prejuicio. Se concluye que la educación libertadora propuesta por Freire constituye uma práctica relacional, dialógica y amorosa, que humaniza al educador y al educando, ofreciendo un horizonte pedagógico actual para afrontar las desigualdades y construir una sociedad más justa.
Palabras clave: Paulo Freire; educación libertadora; concienciación; diálogo; amor pedagógico.
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