OS DESAFIOS DA PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DA TECNOLOGIA E DA MEMÓRIA DIGITAL

Autores

  • Anna Laura Rodrigues Centro Universitário Internacional (UNINTER)
  • Crisbelli Djamilli Domingos Centro Universitário Internacional (UNINTER)
  • Luiz Gabriel da Silva Centro Universitário Internacional (UNINTER)

DOI:

https://doi.org/10.22169/cadernointer.v15n56.4060

Resumo

O presente texto é uma pesquisa bibliográfica e qualitativa, cujo objetivo é compreender e analisar dos desafios quanto à preservação e conservação da memória digital, tendo em vista as especificidades e limitações das tecnologias digitais modernas como ferramentas arquivísticas e a manutenção do acesso à esta memória. Foram consultadas as plataformas Google Acadêmico e SciElo, com as palavras-chave “memória digital”, “memória coletiva”, “preservação internet”, e “conservação internet”, entre aspas, sem recorte temporal. Entre os autores de referência, estão Silva (2016), Halbwachs (2013), e Nora (1993), cujas obras foram usadas como base para melhor entendimento da relação entre memória e História, e Ovenden (2020), Rumsey (2016) e Sayão (2005), para o estudo da memória e do conhecimento em âmbito digital. Os resultados encontrados demonstram que, ao contrário do que sugere o senso comum, a memória digital é especialmente frágil. Iniciativas que buscam a conservação e a preservação de documentos e objetos digitais enfrentam desafios técnicos, legais, políticos e comerciais. Grande parte do conhecimento digital ou digitalizado não está sendo destruída propositalmente, mas está se deteriorando. Diante disso, faz-se necessário refletir sobre a fragilidade do acesso à informação na Era Digital e sobre quais estratégias estão disponíveis para instituições arquivistas e pesquisadores atualmente.

Palavras-chave: memória digital; preservação; conservação; tecnologia.

Abstract

This article is a bibliographic and qualitative study, whose objective is the comprehension and analysis of the challenges related to the preservation and conservation of digital memory, considering the specific characteristics and limitations of modern digital technologies as archival tools and in the conservation of the access to this memory. Google Academic and SciElo were consulted, with the key words “digital memory”, "collective memory”, “internet preservation” and “internet conservation”, between quotes, with no time-frame restrictions. Key authors include Silva (2016), Halbwachs (2013), and  Nora (1993), whose works were used as base for a better understanding of the relationship between memory and History, and Ovenden (2020), Rumsey (2016) e Sayão (2005), for the study of memory and knowledge in the digital sphere. The results show that, contrary to common sense, digital memory is especially fragile. Initiatives seeking the conservation and preservation of digital documents and objects face technical, legal, political and commercial challenges. Much of the digital or digitalized knowledge is not being intentionally destroyed, but its destroying itself. Consequently, it's necessary to reflect about the fragility of access and information in the Digital Era, and what are the strategies currently available to archival institutions and researchers.

Keywords: digital memory, preservation; conservation; technology.

Resumen

Este texto presenta un estudio bibliográfico y cualitativo, cuyo objetivo es comprender y analizar los desafíos asociados a la preservación y conservación de la memoria digital, considerando las características y limitaciones específicas de las tecnologías digitales modernas como herramientas archivísticas, así como el mantenimiento del acceso a memoria. Se consultaron las plataformas Google Scholar y SciELO utilizando las palabras clave "memoria digital", "memoria colectiva", "preservación de internet" y "conservación de internet", entre comillas, sin restricciones temporales. Entre los autores de referencia figuran Silva (2016), Halbwachs (2013) y Nora (1993), cuyas obras se utilizaron como base para comprender mejor la relación entre memoria e Historia, así como Ovenden (2020), Rumsey (2016) y Sayão (2005), para el estudio de la memoria y el conocimiento en el ámbito digital. Los resultados demuestran que, contrariamente a la creencia popular, la memoria digital es particularmente frágil. Las iniciativas orientadas a la conservación y preservación de documentos y objetos digitales se enfrentan a desafíos técnicos, jurídicos, políticos y comerciales. Gran parte del conocimiento digital o digitalizado no está siendo destruido intencionadamente, sino que se está deteriorando. En consecuencia, resulta necesario reflexionar sobre la fragilidad del acceso a la información en la era digital, así como considerar las estrategias actualmente disponibles para las instituciones archivísticas y los investigadores.

Palabras clave: memoria digital; preservación; conservación; tecnología.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Anna Laura Rodrigues, Centro Universitário Internacional (UNINTER)

Bacharel em História no Centro Universitário Internacional - UNINTER.

Crisbelli Djamilli Domingos, Centro Universitário Internacional (UNINTER)

Docente no Centro Universitário Internacional - UNINTER.

Luiz Gabriel da Silva, Centro Universitário Internacional (UNINTER)

Docente no Centro Universitário Internacional - UNINTER.

Referências

ARCHIVO da escravidão. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, 20 dez. 1980. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=369365&pasta=ano%20189&pesq=%22o%20cidad%C3%A3o%20clapp%22&pagfis=8349. Acesso em: 18 fev. 2026.

ASSMAN, A. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas: Unicamp, 2011, p. 31

BRASIL. Ministério da Cultura. Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos Brasileiros - PLANO. Brasília, DF. 1 dez. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/bn/pt-br/acesso-a-informacao-2/acoes-e-programas/atividades-da-bn/planos-de-preservacao/plano-nacional-de-microfilmagem-de-periodicos-brasileiros-plano. Acesso em: 11 de dez. 2025.

BRASIL. Ministério da Fazenda. Portaria de 14 de dezembro de 1980. Rio de Janeiro, 1 dez. 1980. Disponível em: https://www.gov.br/casaruibarbosa/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/pdfs/rui-barbosa-e-a-queima-dos-arquivos-ocr.pdf. Acesso em: 18 fev. 2026.

BRASIL. Planalto. Lei Nº 5.433, de 8 de maio de 1968. Regula a microfilmagem de documentos oficiais e dá outras providências. Brasília, DF. Planalto, 14 jul. 2022. Disponível: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5433.htm. Acesso em: 11 dez. 2025.

CONWAY, P. Preservation in the Digital World. CLIR. Disponível em: https://www.clir.org/pubs/reports/conway2/index/. Acesso em: 11 dez. 2025.

DODEBEI, V. Cultura Digital: novo sentido e significado de documento para a memória social? Datagramazero, Rio de Janeiro, v. 12, 2011.

FOUCAULT, M. O corpo utópico, as heterotopias. (Trad. Salma Tannus Muchail). São Paulo: n-1 Edições, 2013

HALBWACHS, M. A memória coletiva. Tradução de Beatriz Sidou. 2ªed. São Paulo: Centauro, 2013.

HENNESSEY, J; GE, Xijin. A cross disciplinary study of link decay and the effectiveness of mitigation techniques. BMC Bioinformatics, v. 14, n. 5, p. 1-11, 2013.

HOMERO. Odisseia. (tradução e prefácio de Carlos Alberto Nunes) (25ªed.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015,

LACOMBE, A. J; SILVA, E; BARBOSA, F. de A. Rui Barbosa e a queima dos arquivos. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa. Disponível em: https://www.gov.br/casaruibarbosa/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/pdfs/rui-barbosa-e-a-queima-dos-arquivos-ocr.pdf. Acesso em: 18 fev. 2026.

LIVSEY; TOM. Open secrets: the British ‘migrated archives’, colonial history, and postcolonial history. History Workshop, v. 93, n. 1, 2022. DOI: https://doi.org/10.1093/hwj/dbac002. Disponível em: https://academic.oup.com/hwj/article/93/1/95/6535581. Acesso em: 18 fev. 2026.

LUKESH, S. E-mail and Potential Loss to Future Archives and Scholarship or The Dog that Didn’t Bark. First Monday, v.4, n.9, 1999. DOI:

https://doi.org/10.5210/fm.v4i9.692. Disponível em: https://firstmonday.org/ojs/index.php/fm/article/view/692/0. Acesso em: 18 fev. 2026.

MICHEL, J. Podemos falar de uma política do esquecimento? Memória em Rede, Pelotas, v.2, n.3, 2010

NORA, P. Entre memória e história: A problemática dos lugares. Traduzido por Yara Ahn Khoury. Projeto História, São Paulo, v. 10, p. 7 - 28, 1993.

OVENDEN, R. Burning books: A history of the deliberate destruction of knowledge. Bloomsbury Press, 2020.

Pausing the Internet. The Practice, Cambridge, mar./abr 2019.

RABELO, R. CASTRO, V. F. da S. Intermediação da informação e preservação da memória digital. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 41 n. 1, p.22-35, jan./abr., 2012

RUMSEY, A. When We Are No More: How Digital Memory Is Shaping Our Future. 2016.

SAYÃO, L. F. Preservação digital no contexto das bibliotecas digitais: uma breve introdução. In: MARCONDES, Carlos H. et al (Org.). Bibliotecas digitais: Saberes e práticas. Salvador: IBICT, 2005. p.115–146.

SAYÃO, L. F. Conservação de documentos eletrônicos. MAST Colloquia - Conservação de Acervos, v. 19, p. 181-204, 2007.

SILVA, G. F. da. A memória coletiva. Aedos, Porto Alegre, v. 8, n. 18, p.247-253, ago. 2016. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/aedos/article/view/59252/0. Acesso em: 21 jul. de 2025.

TAYLOR, N. The Average Lifespan of a Webpage. 2011. Disponível em: https://blogs.loc.gov/thesignal/2011/11/the-average-lifespan-of-a-webpage/. Acesso em: 3 de out 2025

THOMAZ, K. de P. A preservação de documentos eletrônicos de caráter arquivístico: novos desafios, velhos problemas. 2023. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2004.

The Long Now Foundation. How Digital Memory Is Shaping Our Future | Abby Smith Rumsey. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2zUwHMTRlhML. Acesso em: 21 jul. de 2025.

TV Campus UFSM. Aula prática sobre microfilmagem é realizada no espaço do Laboratório de Reprografia. YouTube. Santa Maria. 27 dez. de 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7InK2MbFovc&t=46s. Acesso em: 11 dez. de 2025.

UNITED STATES OF AMERICA. Department of Justice. Justice Department files antitrust suit against Microsoft for unlawfully monopolizing computer software markets. Washington, D.C., 18 mai. de 1998. Disponível em: https://www.justice.gov/archive/atr/public/press_releases/1998/1764.htm#:~:text=On%20March%2027%2C%201997%2C%20Microsoft's,without%20bundling%20IE%20with%20it.%22&text=Microsoft%20concluded%20in%20late%20March,will%20never%20switch%20to%20us.%22&text=As%20Microsoft%20senior%20executive%20Brad,in%20the%20IE%20share%20battle.%22&text=As%20a%20January%205%2C%201997,other%20Microsoft%20practices%20is%20ongoing.%22&text=After%20accessing%20the%20Division's%20website,Microsoft. Acesso em: 27 fev. 2026.

Downloads

Publicado

2026-10-02

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)