A MORFOLOGIA VERBAL NA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E NA LÍNGUA ALEMÃ DE SINAIS: PARÂMETROS DE CONCORDÂNCIA E MARCAÇÃO ASPECTUAL

Autores

  • João Marcos Brandet Centro Universitário Internacional (UNINTER)
  • Marcelly Mesquita Centro Universitário Internacional (UNINTER)

DOI:

https://doi.org/10.22169/cadernointer.v15n56.4012

Resumo

Este artigo tem como objetivo realizar uma análise comparativa da morfologia verbal nas línguas de sinais Libras (Língua Brasileira de Sinais) e DGS (Deutsche Gebärdensprache – Língua Alemã de Sinais), com ênfase nos parâmetros de concordância verbal e na marcação aspectual. Ambas as línguas, por serem visuo-espaciais, apresentam mecanismos gramaticais que se diferenciam das línguas orais, utilizando o espaço de sinalização como recurso fundamental para expressar relações sintáticas e semânticas. A concordância verbal, por exemplo, é marcada pela direção do movimento e pela localização dos sinais, permitindo indicar sujeitos e objetos de forma visual. Além disso, as duas línguas possuem estratégias para expressar tempo e aspecto, como repetição de movimentos, variação na velocidade e modificações na configuração das mãos, elementos que contribuem para a construção de significados complexos. A pesquisa explora essas características, destacando semelhanças, como o uso do espaço para concordância, e diferenças, como variações nos parâmetros fonológicos e nas regras de formação verbal. Essa análise é relevante não apenas para a descrição linguística, mas também para práticas pedagógicas, tradução e interpretação entre Libras e DGS, favorecendo a formação de profissionais bilíngues e a promoção da acessibilidade comunicativa. Ao compreender as especificidades morfológicas dessas línguas, amplia-se o conhecimento sobre a diversidade linguística e cultural das comunidades surdas, reforçando a importância da valorização das línguas de sinais no contexto educacional e social.

Palavras-chave: LIBRAS; DGS; morfologia verbal; concordância verbal; marcação aspectual.

Abstract

This article aims to conduct a comparative analysis of verbal morphology in the sign languages Libras (Brazilian Sign Language) and DGS (Deutsche Gebärdensprache – German Sign Language), with an emphasis on verbal agreement parameters and aspect marking. Both languages, being visual-spatial, present grammatical mechanisms that differ from spoken languages, using the signing space as a fundamental resource to express syntactic and semantic relations. Verbal agreement, for example, is marked by the direction of movement and the location of signs, allowing subjects and objects to be indicated visually. In addition, both languages employ strategies to express tense and aspect, such as repetition of movements, variation in speed, and modifications in handshape, elements that contribute to the construction of complex meanings. The research explores these characteristics, highlighting similarities, such as the use of space for agreement, and differences, such as variations in phonological parameters and verbal formation rules. This analysis is relevant not only for linguistic description but also for pedagogical practices, translation, and interpretation between Libras and DGS, fostering the training of bilingual professionals and promoting communicative accessibility. Understanding the morphological specificities of these languages expands knowledge of the linguistic and cultural diversity of Deaf communities, reinforcing the importance of valuing sign languages in educational and social contexts.

Keywords: LIBRAS; DGS; verbal morphology; verbal agreement; aspect marking.

Resumen

Este artículo tiene como objetivo realizar un análisis comparativo de la morfología verbal en las lenguas de señas Libras (Lengua Brasileña de Señas) y DGS (Deutsche Gebärdensprache – Lengua Alemana de Señas), con énfasis en los parámetros de concordancia verbal y en la marcación aspectual. Ambas lenguas, al ser visoespaciales, presentan mecanismos gramaticales que se diferencian de las lenguas orales, utilizando el espacio de señalización como recurso fundamental para expresar relaciones sintácticas y semánticas. La concordancia verbal, por ejemplo, se manifiesta mediante la dirección del movimiento y la localización espacial de las señas, lo que permite indicar sujetos y objetos de manera visual. Además, ambas lenguas emplean estrategias para expresar tiempo y aspecto, como la repetición de movimientos, la variación en la velocidad y las modificaciones en la configuración de las manos, elementos que contribuyen a la construcción de significados complejos. La investigación explora estas características, destacando semejanzas, como el uso del espacio para la concordancia, y diferencias, como las variaciones en los parámetros fonológicos y en las reglas de formación verbal. Este análisis es relevante no solo para la descripción lingüística, sino también para las prácticas pedagógicas, la traducción y la interpretación entre Libras y DGS, favoreciendo la formación de profesionales bilingües y la promoción de la accesibilidad comunicativa. Al comprender las especificidades morfológicas de estas lenguas, se amplía el conocimiento sobre la diversidad lingüística y cultural de las comunidades sordas, reforzando la importancia de valorar las lenguas de señas en el contexto educativo y social.

Palabras clave: LIBRAS; DGS; morfología verbal; concordancia verbal; marcación aspectual.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

João Marcos Brandet, Centro Universitário Internacional (UNINTER)

Acadêmico no Curso de Licenciatura em Letras – Libras no Centro Universitário Internacional - UNINTER.

Marcelly Mesquita, Centro Universitário Internacional (UNINTER)

Docente no Centro Universitário Internacional - UNINTER.

Referências

BRENTARI, D. Sign languages: A Cambridge language survey. Cambridge: Cambridge University Press, 1998.

FERNANDES, A. L. A concordância verbal em Língua Brasileira de Sinais (Libras). São Paulo: Editora UNESP, 2007.

HAPP, M. Sign language and grammar: Linguistic analysis of a German sign language variety. Amsterdam: John Benjamins Publishing, 2017.

PFAU, R; QUER, J; STEINBACH, M. The grammar of sign languages: A linguistic introduction. Berlin: Mouton de Gruyter, 2012.

PFAU, R; STEINBACH, M. The syntax of sign languages. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.

QUADROS, R. M. de; KARNOPP, L. Línguas de sinais e educação: Reflexões e práticas. São Paulo: Editora Loyola, 2004.

SANDLER, W. Sign language and linguistic universals. Cambridge: Cambridge University Press, 2012.

SANDLER, W; LILLO-MARTIN, D. Sign language and linguistics: A survey of linguistic structure. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.

WILBUR, R. Aspect and temporal structure in sign languages. In: BRENTARI, D. (Ed.). Sign languages. Cambridge: Cambridge University Press, 2010. p. 33-49.

Downloads

Publicado

2026-10-02

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)